NEGÓCIOS E EMPRESAS

Térmicas, Térmicas do Pecém 25/01/2019 18:05 Da Redação

Obras da estrada de cinzas de carvão no acesso às térmicas do Pecém alcançam 50% de execução

A aplicação, ambientalmente sustentável, é fruto de pesquisa desenvolvida pela EDP Brasil e pela Eneva em parceria com a Universidade Federal do Ceará. O investimento no projeto é de R$ 4,1 milhões

“A pesquisa é inovadora em âmbito nacional por aplicar estudos laboratoriais à construção e ao monitoramento de trecho experimental de pavimentos contendo cinzas

A utilização de materiais alternativos em pavimentos rodoviários é uma tendência mundial. Diante da deficiência dos materiais convencionais, a indústria de pavimentos tem buscado inovações. As cinzas de carvão mineral estão entre os novos materiais que vêm sendo testados. Entretanto, até o momento, praticamente todas as pesquisas estão restritas a ensaios laboratoriais, o que torna a aplicação prática na estrada de acesso ao Complexo Termelétrico do Pecém praticamente inédita.
A pesquisa desenvolvida pelas térmicas é inovadora em âmbito nacional por aplicar estudos laboratoriais à construção e ao monitoramento de um trecho experimental de pavimentos contendo cinzas. A substituição do solo natural trará ganhos ambientais e econômicos. O principal é a possibilidade de evitar a exploração de jazidas naturais para extrair solo nativo, prevenindo a degradação ambiental. Além disso, a Universidade Federal do Ceará (UFC) vai elaborar um Manual de Uso contendo normas e instruções de serviço que servirão de apoio e incentivo à concepção de pavimentos com utilização das cinzas oriundas de termelétricas.
O estudo para o desenvolvimento do composto iniciou-se em 2015 e conta com participação da Universidade Federal do Ceará. Ao todo, o projeto está recebendo um investimento de R$ 4,1 milhões. As obras para construção da estrada compreendem serviços de terraplenagem, sondagem, fundações, abertura de vias internas para passagem de tubulação subterrânea bem como sua recomposição, estruturas metálicas ou em concreto.
Carvão mineral em blocos de concreto
Essa não é a primeira pesquisa realizada pela EDP Brasil com o objetivo de reutilizar as cinzas de carvão mineral. Em 2016, a unidade administrativa da UTE Pecém empregou aproximadamente R$ 5,8 milhões em estudos para investigar a adição desses resíduos à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio fio e no calçamento externo da unidade (tanto de passeio quanto de circulação de veículos).
Desenvolvida em parceria a Universidade Federal do Ceará e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), a composição utiliza 95% de insumo tradicional e 5% de cinza. As peças pré-moldadas são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra. Nesse caso, uma parte desses materiais foi substituída pela cinza.


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