OCORRÊNCIA POLICIAL

20/09/2021 18:36 hora1rondonia.com.br

Acusados de envolvimento na morte de Ana Júlia tem prisões preventivas decretadas

A juíza Carline Negreiros, no plantão criminal do Fórum da Comarca de Macapá, converteu em preventivas as prisões em flagrante de Flávio Ferreira Teodósio e Godofredo Barbosa Nascimento, ambos de 18 anos, que confessaram envolvimento na morte da pequena Ana Júlia Pantoja dos Santos, de 5 anos. A conversão ocorreu durante audiência de custódia na tarde de quinta-feira (16).

A criança foi morta no final da tarde de quarta-feira (15) na passarela 31 de Março, Baixada do Ambrósio, no município de Santana. Flávio foi preso na manhã de quinta-feira, na Travessa L8, bairro Fonte Nova, no município santanense. Godofredo foi localizado à tarde, em Macapá, no bairro Morada das Palmeiras.

Ana Júlia, de 5 anos, teve o corpo sepultado na quinta-feira

A juíza não considerou o pedido de relaxamento das prisões, requerido pela defesa dos acusados. Entre outros fatores, a magistrada considero que: “Os custodiados denotam em suas certidões criminais que têm suas condutas voltadas para a prática habitual de crimes, desde a infância. Nesse sentido, a jurisprudência do STJ autoriza que antecedentes existentes em razão da prática de atos infracionais sejam utilizados como fundamentação idônea à decretação da prisão preventiva. Portanto, diante da presença dos pressupostos do artigo 312 e 313, inciso III, do CPP, impõe-se a prisão preventiva”, descreve a juíza no despacho.

Ao observar que eles integram ainda uma facção criminosa, Carline Negreiros reconhece a periculosidade dos envolvidos: “Decerto, a aplicação das cautelares diversas da prisão do art. 319, do CPP mostra-se inadequada ao caso diante da gravidade das condutas perpetradas (artigo 282, II, do CPP), a denotar particular periculosidade dos acusados, pois é público e notório que o índice de criminalidade, infelizmente, tem aumentado no Estado do Amapá. Desse modo, a fim de manter a ordem pública, dúvidas não restam de que se faz necessária a restrição da liberdade dos acusados, sob pena, inclusive, de gerar instabilidade nesta Comarca”, relata.

Flávio Teodósio confessou ter puxado o gatilho da arma que matou a criança. Godofredo assumiu ter repassado a arma ao atirador, sendo indiciado como coautor do homicídio. No depoimento prestado por Flávio ficou evidenciado que o alvo principal dele era um adolescente de 15 anos.

Godofredo confessou ter fornecido a arma usada no crime

O alvo

O Diário teve acesso ao depoimento do adolescente, que foi localizado pela Polícia Civil. O menor relatou durante o interrogatório que estava na passarela quando ouviu o disparo. Em seguida, observou a criança caída no chão e ao fundo identificou Teodósio. O adolescente declarou que não tinha dúvidas de que o alvo era ele, e que Flávio já tinha tentado contra sua vida há dois meses. A motivação para os ataques seria um acerto de contas por causa de um telefone.

Após a conversão das prisões os investigados passaram por exame de corpo delito na Polícia Técnico-Científica (Politec) antes de serem transferidos para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).


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